É inegável a tradição, o tamanho e a influência da Igreja Católica de Roma sobre a humanidade.
Mesmo os que não estão entre os 1,2 bilhão de católicos, têm a influência direta ou indireta dessa potência histórica fundada por Pedro.
Já mandou mais, muito mais! Mas mantém um poder político e religioso imenso.
Eu admirava o Papa Francisco pelo seu jeito de pensar e agir. Revelava sensibilidade humana e não tinha medo de enfrentar os descaminhos da “vida moderna”, do poder e do dinheiro.
Quando ele morreu, eu, mesmo não sendo católico, senti muito. E pensei: foi-se um papa progressista e antenado com seu tempo.
Como é de praxe, a cúpula da igreja se reuniu e escolheu o novo papa, Leão IV.
Eu não o conhecia. Nunca tinha ouvido falar dele. Era americano e pouco expressivo pelo menos na minha opinião.
Assumiu o trono, e começou manso, tímido, falando baixo, quase inaudível.
Pensei: vai ser um papa inexpressivo.
Confesso que me enganei.
Aos poucos, Leão IV, (que nome!!!) foi levantando a voz, e na sua pouca estatura foi ficando de pé, alcançando um tamanho enorme no mundo católico e fora dele.
Sua voz vai sendo ouvida nos quatro cantos do Planeta, suave e firme, em favor das boas causas.
Primeiro enfrentou Trump, o aloprado do mal, seu compatriota, que dirige de forma estabanada e agressiva os EUA.
Trump reagiu com baixaria, como sempre, e Prevost retrucou com classe e galhardia.
O Papa fala firme contra as guerras, os preconceitos sociais e a pobreza.
Fala do meio ambiente e do clima com precisão. Diz do desespero dos imigrantes e dos excluídos.
O Papa aponta o dedo para os autocratas, condena os ditadores, os senhores das guerras e os rentistas parasitas.
Gosto de ouvi-lo falar e cobrar uma consciência humana dos humanos.
E eu, que não tenho fé religiosa, estou gostando da postura desse líder religioso.
Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista