Gilberto Natalini SP

É inegável a tradição, o tamanho e a influência da Igreja Católica de Roma sobre a humanidade.

Mesmo os que não estão entre os 1,2 bilhão de católicos, têm a influência direta ou indireta dessa potência histórica fundada por Pedro.

Já mandou mais, muito mais! Mas mantém um poder político e religioso imenso.

Eu admirava o Papa Francisco pelo seu jeito de pensar e agir. Revelava sensibilidade humana e não tinha medo de enfrentar os descaminhos da “vida moderna”, do poder e do dinheiro.

Quando ele morreu, eu, mesmo não sendo católico, senti muito. E pensei: foi-se um papa progressista e antenado com seu tempo.

Como é de praxe, a cúpula da igreja se reuniu e escolheu o novo papa, Leão IV.

Eu não o conhecia. Nunca tinha ouvido falar dele. Era americano e pouco expressivo pelo menos na minha opinião.

Assumiu o trono, e começou manso, tímido, falando baixo, quase inaudível.

Pensei: vai ser um papa inexpressivo.

Confesso que me enganei.

Aos poucos, Leão IV, (que nome!!!) foi levantando a voz, e na sua pouca estatura foi ficando de pé, alcançando um tamanho enorme no mundo católico e fora dele.

Sua voz vai sendo ouvida nos quatro cantos do Planeta, suave e firme, em favor das boas causas.

Primeiro enfrentou Trump, o aloprado do mal, seu compatriota, que dirige de forma estabanada e agressiva os EUA.

Trump reagiu com baixaria, como sempre, e Prevost retrucou com classe e galhardia.

O Papa fala firme contra as guerras, os preconceitos sociais e a pobreza.

Fala do meio ambiente e do clima com precisão. Diz do desespero dos imigrantes e dos excluídos.

O Papa aponta o dedo para os autocratas, condena os ditadores, os senhores das guerras e os rentistas parasitas.

Gosto de ouvi-lo falar e cobrar uma consciência humana dos humanos.

E eu, que não tenho fé religiosa, estou gostando da postura desse líder religioso.

Gilberto Natalini- Médico e Ambientalista