Urbanismo

A história das calçadas paulistanas

Artigo: Recuperando as calçadas e a cidadania - publicado em 2006 no Boletim do Instituto de Arquitetos do Brasil - departamento São Paulo

 

O ano de 2004 marca o inicio da história que passo a relatar. Em agosto deste ano foi organizado pelo gabinete do Vereador Gilberto Natalini, na Câmara Municipal, o primeiro Seminário Paulistano de Calçadas. Até aquele momento, arquitetos, cidadãos e poder público nunca haviam se reunido para discutir como administrar os aproximadamente 30 mil quilômetros de calçadas que existem na cidade de São Paulo. O evento aproximou diversas entidades ligadas ao assunto que, até então, não tinham sistematizado um trabalho conjunto.

¨Há 6 anos Natalini defendeu as árvores da avenida vereador José Diniz

A Prefeitura de São Paulo em 2003 apresentou um projeto de implantação do corredor de ônibus nas avenidas Ibirapuera e Vereador José Diniz, na Zona Sul da Capital. Pelo projeto seriam cortadas mais de 300 árvores na José Diniz. Moradores e comerciantes das duas vias eram contrários e Natalini moveu uma ação que obrigou a preservação das árvores do local.

Veja o artigo publicado pelo vereador na época:

 

 

São Paulo,

25 de setembro de 2003

Corredores de ônibus

Nas últimas décadas, São Paulo teve seu crescimento urbano atrelado ao desenvolvimento industrial. Por conta disso, o sistema de transportes foi estruturado com base em veículos particulares que ocupam mais espaço que a frota de coletivos. A conseqüência foi o estrangulamento do sistema viário em toda a cidade.
 

Largo do Arouche é revitalizado

Em 2003 a prefeitura apresentou um projeto que sobre o pretesto da revitalização previa a criação de um Telecentro no meio do Largo do Arouche, região Central da cidade. Com projeto já aprovado pelo Departamento de Patrimônio Histórico municipal (DPH), a construção do Telecentro Arouche estava para ser iniciada quando um grupo de moradores locais procurou o vereador Natalini preocupados com o desvirtuamento do largo e a provável demolição das tradicionais lojas de flores.

 

Neste momento o gabinete buscou junto ao executivo que na época era chefiado pela Marta Suplicy uma alternmativa de revitalização sem a necessidade de descaracterizar o bem tombado. Sem sucesso o vereador contactou o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephat) que aprovou o tombamento estadual do largo do Arouche. Com o tombamento  estadual, o projeto de revitalização foi reestudado, alterado e para satisfação dos moradores do local a construção do telecentro saiu da obra.

 

A revitalização do Arouche foi viabilizada com troca de pisos de calçadas, paisagismo e melhorias na iluminação. É hoje um local de convívio e com um ambiente mais qualificado.

Vereador Natalini Preserva a Avenida Rebouças

Durante a gestão de Marta Suplicy a prefeitura de São Paulo implementou  o corredor de onibus na Avenida Rebouças. A obra na época criou bastante temor e indignação por parte dos moradores que temiam pela deterioração da avenida. O vereador Natalini após ouvir a Associação Rebouças Viva acionou o Condephaat sensibilizando o conselho com o valor histórico do local que é lindeiro ao bairro tombado dos Jardins.

 

Para a Prefeitura fazer o corredor de ônibus na Rebouças, foi assinado um inovador compromisso com o Condephaat para compensar as intervenções e não desvalorizar a região. Junto a obra do corredor foram executadas pelo acordo varias benfeitorias como a retirada de 400 postes e 25 quilômetros de cabos de energia elétrica do emaranhado de fios que poluíam a via pública, numa extensão de 2,8 quilômetros das Avenidas Rebouças e Eusébio Matoso. Além disso foi feita a padronização das calçadas, plantio de árvores, ilumunação especial para pedestres, acessibilidade e paisagismo no canteiro central.

 

Os ganhos urbanísticos foram imensos e após essa obra novos parâmetros em intervenção urbana foram estabelecidos. O respeito ao patrimonio histórico é hoje uma condição necessária a qualquer ação do poder público.

Vereador homenageou ícones da MPB em 2006

No dia 10 de dezembro de 2006, foram inauguradas quatro passarelas na Vila Madalena em Pinheiros que foram batizadas com nomes de artistas brasileiros.

 

A escadaria que dá continuidade a Rua Werner Sack ganhou o nome do cantor e compositor Chico Science. Da rua Orós até a Pereira Leite, Mestre Ambrósio nomeou outro espaço.

 

Já a passagem Tim Maia  ligou a rua Girassol com a Pedro Ortiz. A travessa Aurora Contieri, onde fica a praça Cazuza, é ligada pela escadaria Cassia Eller, que abrigará a passarela Renato Russo - única denominação ainda não aprovada pela Câmara.

 

A festa de inauguração do projeto denominado "Passarelas da Vila", durou o dia todo das e teve participação de diversas atrações musicais, oficina de grafite e esportes.