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Urbanismo |  26/07/2009 - 23:54

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Opinião: Enchentes, até quando teremos?
Urbanismo |  26/07/2009 - 23:54

    O excesso de chuvas tem causado diversos problemas nos últimos meses. Desde dezembro, várias cidades como Cunha, Angra dos Reis e São Luis do Paraitinga se revezaram nas primeiras páginas dos jornais por causa do drama causado pela água. Em São Paulo, a situação não é diferente. As marginais alagam, casas desabam, túneis ficam interditados e o congestionamento aumenta. Para os cidadãos, conviver com esse transtorno significa perder tempo e, às vezes, seus bens materiais, como aconteceu com os moradores do Jardim Romano, na zona Leste.

    As chuvas que são comuns neste período vieram excepcionalmente fortes neste ano numa tendência que irá se agravar nos próximos anos. Em 2007, o relatório do Painel Intergovernamental para Mudança Climática da ONU (IPCC, na sigla em inglês) já alertava que um aumento na frequência (proporção do total da incidência de chuvas relativa à chuvas torrenciais) de 'eventos de forte precipitação'" era "muito provável", ou seja, mais de 90% provável. Diante da relativa segurança dos cientistas de que as temperaturas vão subir nos próximos anos, a recomendação do IPCC - reiterada por cientistas ouvidos pela BBC - é se preparar para uma ocorrência cada vez maior deste tipo de eventos. Não podemos fazer associações diretas entre eventos individuais e o aquecimento global, mas a ciência é bastante clara: quanto mais quente o ar ficar, mais umidade ele é capaz de transportar, o que facilita a ocorrência de chuvas torrenciais. Para uma cidade como São Paulo, que foi construída em torno de uma ampla malha de rios como o Tietê, Pinheiros e o Tamanduateí a adaptação é ainda mais urgente.

    Grande parte dos estragos causados em São Paulo pelas chuvas poderia ser evitada se houvesse um melhor planejamento das intervenções humanas. A capital paulista cresceu indiscriminadamente ignorando as condições ambientais impermeabilizando seu território principalmente as margens dos rios e ocupando as encostas dos morros com habitações construídas muitas vezes de forma irregular e em áreas de risco geológico. Nos últimos anos o poder público iniciou intervenções que melhoram a drenagem urbana através de projetos como o 100 parques, o programa córrego limpo, Passeio Livre e a construção de piscinões, mas muito ainda precisa ser feito.

    Novas idéias podem contribuir para reverter essa situação e é fundamental que elas sejam mais divulgadas. O asfalto poroso, que tem maior permeabilidade, já existe no mercado e está sendo testado em algumas vias, como na região da Capela do Socorro. Pesquisadores da USP também conseguiram desenvolver um material similar que substituiria o asfalto em áreas de menor movimento, como estacionamentos. Nas calçadas a pavimentação feita com blocos intertravados ou placas drenantes feitas em concreto permeável também facilitam a penetração da água no solo além das faixas ajardinadas nas calçadas verdes. É urgente uma campanha de plantio em larga escala de árvores e que sejam apropriadas aos logradouros públicos.

    Outro problema a ser combatido é enorme acúmulo de lixo encontrado nas ruas que faz com que as bocas de lobos, galerias de águas pluviais e sumidouros entupam. É preciso primeiro diminuir a produção de lixo incentivando o reaproveitamento do lixo pela reciclagem ou utilizando na produção de energia para em seguida intensificar a limpeza de bocas de lobo e galerias.

    Os problemas que as chuvas estão causando não podem ser apenas uma desculpa para culpar autoridades ou para se lamentar o caos, cada cidadão deve repensar suas próprias atitudes. Sempre que possível é importante cada pessoa O colocar seu lixo em local e horário adequado bem como ampliar a absorção das águas pluviais no terreno de seu imóvel ou condomínio através da ampliação da área verde, uso de concreto permeável no térreo ou construção de mini-reservatórios. É também um bom momento para repensar a ocupação urbana e servir de pretexto para exigir do poder público o comprometimento para colocar mãos à obra e aprofundar as reformas que se mostram necessárias para hoje e para o futuro.

Gilberto Natalini é médico e vereador (PV/SP)


MEMÓRIA : A história das calçadas paulistanas
Urbanismo |  19/08/2009 - 18:22

    O ano de 2004 marca o inicio da história que passo a relatar. Em agosto deste ano foi organizado pelo gabinete do Vereador Gilberto Natalini, na Câmara Municipal, o primeiro Seminário Paulistano de Calçadas. Até aquele momento, arquitetos, cidadãos e poder público nunca haviam se reunido para discutir como administrar os aproximadamente 30 mil quilômetros de calçadas que existem na cidade de São Paulo. O evento aproximou diversas entidades ligadas ao assunto que, até então, não tinham sistematizado um trabalho conjunto


MEMÓRIA: Largo do Arouche foi revitalizado
Urbanismo |  19/08/2009 - 13:39

    Em 2003 a prefeitura apresentou um projeto que sobre o pretesto da revitalização previa a criação de um Telecentro no meio do Largo do Arouche, região Central da cidade. Com projeto já aprovado pelo Departamento de Patrimônio Histórico municipal (DPH), a construção do Telecentro Arouche estava para ser iniciada quando um grupo de moradores locais procurou o vereador Natalini preocupados com o desvirtuamento do largo e a provável demolição das tradicionais lojas de flores.

    Neste momento o gabinete buscou junto ao executivo que na época era chefiado pela Marta Suplicy uma alternmativa de revitalização sem a necessidade de descaracterizar o bem tombado. Sem sucesso o vereador contactou o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephat) que aprovou o tombamento estadual do largo do Arouche. Com o tombamento estadual, o projeto de revitalização foi reestudado, alterado e para satisfação dos moradores do local a construção do telecentro saiu da obra.

    A revitalização do Arouche foi viabilizada com troca de pisos de calçadas, paisagismo e melhorias na iluminação. É hoje um local de convívio e com um ambiente mais qualificado.


MEMÓRIA: Vereador Natalini Preserva a Avenida Rebouças em 2004
Urbanismo |  19/08/2009 - 13:18

    Durante a gestão de Marta Suplicy a prefeitura de São Paulo implementou o corredor de onibus na Avenida Rebouças. A obra na época criou bastante temor e indignação por parte dos moradores que temiam pela deterioração da avenida. O vereador Natalini após ouvir a Associação Rebouças Viva acionou o Condephaat sensibilizando o conselho com o valor histórico do local que é lindeiro ao bairro tombado dos Jardins.

    Para a Prefeitura fazer o corredor de ônibus na Rebouças, foi assinado um inovador compromisso com o Condephaat para compensar as intervenções e não desvalorizar a região. Junto a obra do corredor foram executadas pelo acordo varias benfeitorias como a retirada de 400 postes e 25 quilômetros de cabos de energia elétrica do emaranhado de fios que poluíam a via pública, numa extensão de 2,8 quilômetros das Avenidas Rebouças e Eusébio Matoso. Além disso foi feita a padronização das calçadas, plantio de árvores, ilumunação especial para pedestres, acessibilidade e paisagismo no canteiro central.

    Os ganhos urbanísticos foram imensos e após essa obra novos parâmetros em intervenção urbana foram estabelecidos. O respeito ao patrimonio histórico é hoje uma condição necessária a qualquer ação do poder público.


MEMÓRIA: Vereador homenageou ícones da MPB em 2006
Urbanismo |  19/08/2009 - 13:12

    No dia 10 de dezembro de 2006, foram inauguradas quatro passarelas na Vila Madalena em Pinheiros que foram batizadas com nomes de artistas brasileiros.

    A escadaria que dá continuidade a Rua Werner Sack ganhou o nome do cantor e compositor Chico Science. Da rua Orós até a Pereira Leite, Mestre Ambrósio nomeou outro espaço.

    Já a passagem Tim Maia ligou a rua Girassol com a Pedro Ortiz. A travessa Aurora Contieri, onde fica a praça Cazuza, é ligada pela escadaria Cassia Eller, que abrigará a passarela Renato Russo - única denominação ainda não aprovada pela Câmara.

    A festa de inauguração do projeto denominado "Passarelas da Vila", durou o dia todo das e teve participação de diversas atrações musicais, oficina de grafite e esportes.



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